Segunda-feira :::
Terapia
Saio do banheiro limpando o rosto molhado com uma toalha felpuda branca. Caroline deitada de bruços. Pernas pro ar fazendo um xis com as canelas, rodopia os pés enquanto assiste Sex Channel apoiada num dos cotovelos. Ela acompanha a programação como se estivesse vendo Ana Maria Braga fazendo um bolo de nozes antes de ser atendida no dentista.
Sento-me a seu lado e pergunto qual o problema – Deixa para lá” – Voz de quem afasta a lembrança ruim feito mosca quando dorme. Muda de posição e me abraça. Graças ao ar-condicionado os bicos dos seios dela estão duros. Adoro disso. Depois de mais uma cena – uma loira e três negões numa academia – ela resolve abrir o jogo.
- Marcelo perguntou se a Vera, aquela que eu acho que tem um caso com ele, pode ser a madrinha da gente.
- E você não falou nada? – digo fazendo cafuné naquela cabecinha linda.
- Falei que ia pensar a respeito.
- Sei lá. Mas pelo menos você dizia o que estava sentindo. Aposto que ele nem sabe disso. Qual o problema de você falar que está com ciúmes?
- Não estou com ciúmes – Ela desvia vista quando fala isso.
- Claro que não esta.
- É que não gosto de me sentir insegura, muito menos a dona dele. E aí?
- Meu bem, seja caridosa e deixe a pobrezinha ser a madrinha – Minha voz é pausada e dita num tom de cantiga de ninar – Que eu saiba quem vai casar com ele no fim do mês vai ser você. Marcos come na tua mão, menina. E na hora de jogar o buquê veja se mira para cair nela só pra ver se a dita tomava outro destino.
- Taí, gostei. Era a coragem que eu tava precisando. – A tensão acaba completamente e aquele sorriso aparece para iluminar o quarto.
- Então vem cá que ainda tem tempo de dar mais uma pra comemorar esse casório.
::: posted by RICARDO WANDERLEY GOMES SILVA at 11:51 PM
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